A avaliação neuropsicológica é uma atividade complexa desde sua base, por integrar conhecimentos de diversas áreas. Dentre os maiores desafios que o neuropsicólogo encontra neste processo, estão a definição do que deve ser investigado, o que é necessário para se confirmar ou se descartar um diagnóstico e como reportar estes resultados. Neste sentido, a realização de uma entrevista inicial aprofundada auxilia é essencial para o estabelecimento das hipóteses diagnósticas. A partir disso, deve-se considerar os diagnósticos diferenciais que devem ser descartados para auxílio na confirmação da hipótese e as possíveis comorbidades.

Tendo em mãos esta primeira noção do que deve ser investigado, o clínico deve selecionar os instrumentos e estratégias utilizadas para testar sua hipótese. Vale atentar para o fato de que essas ferramentas variam de acordo com cada caso e, para além das hipóteses investigadas, devem ser selecionadas considerando também a interferência de variáveis sociodemográficas. Neste ponto, a compreensão técnica de utilização dos instrumentos e de como interpretá-los adequadamente é de extrema importância para garantir que os resultados que se está extraindo realmente são válidos para o caso.

A dúvida quanto à como realizar um diagnóstico diferencial é talvez a mais frequente entre os neuropsicólogos. Na maioria das vezes, a distinção entre transtornos se dará mais pela compreensão quanto às apresentações sintomatológicas e quanto ao curso desses sintomas do que em relação ao resultado dos testes em si. Por isso, se torna essencial a compreensão do perfil neuropsicológico de cada transtorno e de uma noção aprofundada dos sintomas clínicos das psicopatologias e de seu curso de desenvolvimento.

Por fim, a forma de apresentação dos resultados no laudo neuropsicológico é outro ponto de comum dificuldade entre os neuropsicólogos. O importante neste ponto é que o laudo contenha as informações de maneira clara e objetiva para o interessado, e que apresente propostas sobre o que deve ser feito a partir da conclusão estabelecida.

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Por Isabela Sallum
Psicóloga e Mestre em Medicina Molecular pela UFMG